Cardiologia Clínica
A Síndrome de Takotsubo, popularmente conhecida como “Síndrome do Coração Partido”, é uma condição cardíaca temporária que pode surgir após situações de grande impacto emocional ou físico. A doença recebeu esse nome porque costuma ocorrer após eventos como perda de um familiar, separações, acidentes, diagnósticos graves ou estresse intenso.
Os sintomas são muito parecidos com os de um infarto: dor no peito, falta de ar, suor frio e palpitações. Por isso, muitos pacientes procuram atendimento de emergência acreditando estar sofrendo um ataque cardíaco.
O que acontece no coração?
Na Síndrome de Takotsubo, ocorre uma alteração temporária no funcionamento do músculo cardíaco, geralmente provocada por uma descarga intensa de hormônios do estresse, como a adrenalina. Isso faz com que parte do coração perca força para bombear o sangue adequadamente.
O nome “Takotsubo” vem do japonês e faz referência a um recipiente usado para capturar polvos, semelhante ao formato que o coração pode adquirir durante a doença.
Quem tem mais risco?
A síndrome é mais comum em mulheres após a menopausa, mas também pode ocorrer em homens e pessoas mais jovens. Além do estresse emocional, situações clínicas graves — como infecções, cirurgias ou crises neurológicas — também podem desencadear o problema.
É grave?
Apesar de geralmente ser reversível, a Síndrome de Takotsubo não deve ser subestimada. Em alguns casos, pode causar insuficiência cardíaca, arritmias e outras complicações importantes.
A boa notícia é que a maioria dos pacientes apresenta recuperação completa da função cardíaca em semanas ou meses, especialmente quando o diagnóstico é feito rapidamente.
Como é feito o diagnóstico?
Como os sintomas imitam um infarto, exames como eletrocardiograma, dosagem de troponina, ecocardiograma e cateterismo cardíaco podem ser necessários para diferenciar as doenças.
No infarto, existe obstrução das artérias coronárias. Já na Síndrome de Takotsubo, normalmente não há entupimento significativo das artérias.
Existe prevenção?
Controlar o estresse, cuidar da saúde emocional, dormir bem, praticar atividade física e manter acompanhamento médico regular ajudam a reduzir riscos cardiovasculares de forma geral.
O mais importante é lembrar: dor no peito nunca deve ser ignorada. Mesmo quando a causa é emocional, o coração pode estar pedindo ajuda.
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